Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
Em pleno Carnaval, enquanto a folia toma conta das cidades, um problema silencioso preocupa especialistas em fauna silvestre: o desaparecimento de animais, especialmente micos, que se afastam de seus habitats naturais durante o período festivo. Aylla Amâncio, expressou sua preocupação com o impacto do Carnaval no comportamento da fauna, ressaltando a necessidade de medidas preventivas e educativas.
"O Carnaval, com seus ruídos intensos que frequentemente ultrapassam os decibéis permitidos por lei, aglomerações e mudanças drásticas no ambiente, causa um grande estresse fisiológico nos animais silvestres", explica Aylla Amâncio. "Os micos, em particular, devido à sua estrutura social complexa e alta sensibilidade auditiva, são muito vulneráveis a essas alterações. Eles interpretam o barulho excessivo e a presença massiva de pessoas como ameaças diretas ao seu território e bem-estar. Diante disso, eles se sentem compelidos a se afastar, buscando refúgio em áreas mais tranquilas, muitas vezes desconhecidas." Essa fuga, no entanto, pode ter consequências graves e duradouras. Desorientados, os animais correm o risco de se perderem permanentemente de seus grupos, serem atropelados em vias movimentadas, sofrerem de desidratação e fome, ou até mesmo serem atacados por predadores oportunistas, como cães e gatos domésticos, que também são afetados pelo caos urbano do Carnaval.
O Carnaval, com seu impacto sonoro e visual amplificado, agrava ainda mais a situação, atuando como um fator de estresse adicional que pode levar ao declínio populacional de diversas espécies. "É fundamental que a população se conscientize sobre a complexidade do problema e o papel de cada indivíduo na sua solução", afirma Aylla Amâncio. "Precisamos repensar como celebramos o Carnaval, buscando alternativas que minimizem o impacto na fauna e promovam a coexistência harmoniosa entre humanos e animais."
Uma das medidas sugeridas, inspirada em modelos de conservação bem-sucedidos em outras cidades, é a criação e fiscalização rigorosa de zonas de silêncio (Quiet Zones) em áreas próximas a reservas, parques naturais e corredores ecológicos, garantindo refúgios seguros para os animais durante o período festivo. Além disso, Aylla Amâncio defende a implementação de campanhas de conscientização massivas, utilizando diferentes plataformas de comunicação para alertar a população sobre os riscos do Carnaval para os animais silvestres, incentivando o uso de protetores auriculares para animais domésticos e o respeito aos horários de silêncio estabelecidos por lei. "Com informação acessível e engajamento da comunidade, podemos fazer a diferença e garantir um Carnaval mais responsável e sustentável, que celebre a alegria sem comprometer o bem-estar da nossa fauna",
A preocupação de Aylla Amâncio ecoa, entre outros especialistas, ONGs e defensores da fauna silvestre, que observam um aumento significativo no número de animais resgatados e reabilitados durante e após o Carnaval. O desaparecimento de animais durante o Carnaval é um problema real e crescente que exige atenção urgente e ações coordenadas entre o governo, a sociedade civil e o setor privado. É preciso que a sociedade se mobilize para proteger nossos micos e outras espécies vulneráveis, garantindo a preservação da nossa rica e ameaçada fauna.
O Jornal Última Hora continuará acompanhando de perto essa questão crucial e trazendo informações relevantes, análises aprofundadas e exemplos de iniciativas positivas para você. Fique ligado!
Por; Aylla Amâncio
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!