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Numa jogada que parece mais um roteiro de novela política, o PT do Rio de Janeiro, após um episódio digno de nota onde Bolsonaro, em um ato simbólico de desafio, "fungou no cangote" de Quaquá em Maricá - a única prefeitura que o PT conseguiu manter nas últimas eleições - decidiu que está na hora de traçar linhas mais claras no areal político, visto Maricá ser uma das Prefeituras mais ricas do país, por receber altos royalties. A direção estadual do partido, em uma reunião emergencial, orientou o fim de coligações com apoiadores de Bolsonaro.
Joãozinho (Secretário Municipal em Maricá e Presidente do PT RJ), Dep. Quáquá (Ex-prefeito de Maricá), e Fabiano Horta (Prefeito de Maricá) desfilando na Escola de Samba de Maricá
Mas, como em toda trama que se preze, há um porém: a decisão, embora pareça definitiva, é mais uma orientação, dadas as complexidades das alianças partidárias.
É que o PT, junto ao PV e ao PC do B, forma uma federação, e as decisões sobre coligações não são exclusivamente locais, mas passam pelo crivo das direções nacionais desses três partidos.
Assim, o que temos é uma orientação com um sabor de recomendação forte, mas não uma regra inquebrável, revelando as nuances e as complexidades das estratégias políticas em jogo.
João Maurício, o presidente estadual do PT, parece estar navegando em águas turbulentas, tentando manter o barco partidário longe das correntezas bolsonaristas. A medida é descrita como preventiva, uma tentativa de manter o PT alinhado com seus valores e princípios, num momento em que a política brasileira parece mais um tabuleiro de xadrez com peças em constante movimento.
A especulação sobre uma possível aliança entre o PT, presidido pelo ex-vereador e ex-secretário de Meio Ambiente da atual gestão, que é primo da Professora Penha Bernardes, que está a mais de 20 anos no PL e a vereadora Penha Bernardes, do PL, em Araruama, adiciona mais tempero a essa trama. Apesar das negativas, o rumor sublinha a constante dança de cadeiras e alianças que define a política municipal, onde as alianças podem ser tão fluidas quanto as areias das praias da Região dos Lagos.
Essa orientação do PT do Rio de Janeiro é um movimento estratégico que visa reforçar a identidade ideológica do partido e manter a coesão de sua base.
Num cenário político cada vez mais fragmentado e polarizado, onde cada movimento é analisado sob lentes de aumento, a decisão do PT de traçar uma linha clara contra alianças com apoiadores de Bolsonaro é um sinal de que, mesmo na política, há momentos em que é preciso escolher de que lado da história se quer estar.
E, pelo visto, o PT do Rio escolheu o seu. Resta agora acompanhar os próximos capítulos dessa saga política e ver como essa orientação vai se desdobrar nos tabuleiros municipais por todo o estado.
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Fotos e Fontes: Redes Sociais, Uol
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