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Neste domingo (30), movimentos sociais e sindicais realizarão atos em sete capitais brasileiras contra a anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. As manifestações acontecerão em Fortaleza, São Luís, Belo Horizonte, Belém, Recife, Curitiba e São Paulo. Além disso, um protesto está marcado para ocorrer em Volta Redonda, no Rio de Janeiro.
Os atos são organizados pela Frente Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular, que reúnem diversos movimentos sociais e têm ligação com partidos de esquerda, como PSOL e PT. Além da oposição à proposta de anistia, os manifestantes também pedem a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que nesta semana se tornou réu por tentativa de golpe de Estado e será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A data escolhida para as manifestações coincide com o aniversário do golpe militar de 31 de março de 1964. Entre os participantes esperados estão ex-presos políticos da ditadura, que discursarão em carros de som. A família do deputado Rubens Paiva, cuja trajetória foi retratada no filme Ainda Estou Aqui, também foi convidada a participar.
Em São Paulo, a concentração será na Praça Oswaldo Cruz, no início da Avenida Paulista. Os manifestantes seguirão até o antigo DOI-Codi, na Vila Mariana, local que serviu como um dos principais centros de tortura durante a ditadura militar. Inicialmente, o ato estava previsto para ocorrer no vão do MASP, mas houve uma mudança para evitar conflito com a Marcha Transmasculina, que também ocorrerá na região. Entre os parlamentares que confirmaram presença estão Guilherme Boulos (PSOL), Lindbergh Farias (PT) e Erika Hilton (PSOL).
Atos bolsonaristas e a disputa de narrativas
Enquanto movimentos sociais articulam as manifestações deste domingo, grupos bolsonaristas preparam um ato pró-anistia para o dia 6 de abril, em São Paulo. No último dia 16, uma mobilização em Copacabana, no Rio de Janeiro, reuniu cerca de 18,3 mil pessoas, bem abaixo da expectativa do ex-presidente, que esperava cerca de um milhão de apoiadores.
O pastor Silas Malafaia desafiou os movimentos de esquerda a reunirem metade do público que compareceu ao ato bolsonarista. No entanto, organizadores dos protestos contra a anistia rejeitam qualquer disputa de público. "Não cabe esse tipo de disputa", afirmou Ana Paula Perles Ribeiro, coordenadora nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). "A gente tradicionalmente faz ato nesta data. Claro que coincidiu com o momento em que Bolsonaro virou réu, que Carla Zambelli foi condenada e outras derrotas para o bolsonarismo, mas não estamos nessa competição", completou.
Para Daiane Araújo, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), a mobilização tem um significado maior. "Esperamos que no dia 30 esse tema tome coro na sociedade e que a gente consiga avançar na construção de Justiça", afirmou.
Outras manifestações pelo país
Além dos atos marcados para domingo, manifestações estão previstas para os dias seguintes. Em Fortaleza e Porto Alegre, os protestos ocorrerão na segunda-feira (1º). Na terça-feira (2), haverá mobilizações em João Pessoa, Rio de Janeiro, Salvador, Teresina, Aracaju e Brasília.
Fonte: Uol
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