Indiciados, o que pode acontecer?

Indiciados, o que pode acontecer?

 

 Mentor intelectual 

Sessenta e um nomes, liderados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estão como indiciados no relatório final da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), na CPI mista dos Atos Antidemocráticos. O parecer foi apresentado nesta terça-feira, 17, na comissão e aponta o ex-presidente como o articulador direto da tentativa de golpe concretizada nos atos anárquicos de 8 de janeiro.

Organização 

O relatório deve ser votado amanhã na comissão e, entre os que aparecem como indiciados estão aliados direitos de Bolsonaro, como os ex-ministros Anderson Torres, General Heleno, Braga Netto, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.

Relatório paralelo

O documento com o parecer de Eliziane tem 1,3 mil páginas em que ela aponta Bolsonaro, conforme todos os depoimentos colhidos na CPI mista, como o mentor intelectual da tentativa de golpe e o acusa de associação criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito e golpe de estado. A oposição, no entanto, também apresentou voto alternativo em que credita ao governo Lula omissão e pede, inclusive, o indiciamento do atual presidente.

Homenagem

No relatório da comissão mista, a relatora sugere a criação do Memorial em Homenagem à Democracia, a ser instalado na parte externa do Senado como honraria e defesa do estado democrático de direito e para nunca esquecer os prejuízos morais, patrimoniais e civis do 8 de janeiro.

Indignado

A defesa de Bolsonaro afirmou que o ex-presidente se manifestou contra o relatório da CPI que pede seu indiciamento e que o classifica como "parcial e político". Após ser votado, o documento vai ser encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que vai analisar se precisará de mais investigações.

 E aí Brasil?

O ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira vai à Comissão de Relações Exteriores do Senado nesta quarta-feira, 18, para explicar aos senadores-membros sobre a posição diplomática do Brasil no conflito bélico entre Israel e Palestina e a crise humanitária na Faixa de Gaza. A guerra já dura duas semanas, com milhares de mortos e muitos bombardeios em ambas as partes.

Resolução

O posicionamento do Conselho de Segurança da ONU, presidido pelo Brasil, em que condena o grupo terrorista Hamas pelos conflitos iniciados há mais de duas semanas entre Israel e Palestina e que seria votado hoje foi adiado para amanhã após os ataques em um hospital em Gaza, ocorrido nesta terça-feira, 17.

Expectativa

Entre querer e poder há um grande hiato e assim está nos bastidores da Câmara dos Deputados, que planeja colocar em pauta para votação em plenário o PL das Offshores. Se isso vai acontecer vai depender bastante da vontade política das bancadas na casa.

Adiamento

Ficou para a próxima terça-feira, 24, a votação no Senado do projeto de lei que trata da desoneração da folha de pagamento, que seria votado hoje. Há uma pressa para que matéria se encerre já que a desoneração termina em menos de dois meses e, se for prorrogada, vai se estender até dezembro de 2027.

Por Coluna Valéria Costa em 17/10/2023

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