No mês nacional do livro infantil escritora e psicóloga defende o brincar livre de meninos e meninas

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No mês nacional do livro infantil escritora e psicóloga defende o brincar livre de meninos e meninas

O enredo do livro "Eu Só Quero Brincar" alerta para a necessidade de promover a equidade de gênero desde a infância, deixando meninos e meninas livres para brincarem do que quiserem, seja boneca, carrinho, panelinha, autorama, sem que ocorra discriminação sobre o que é brincadeira de menino ou menina.

Para a autora e psicóloga Luana Menezes, especialista em psiquiatria e psicanálise com crianças e adolescentes pela UFRJ, este mês em que comemora-se o Dia Nacional do Livro infantil, celebrado em 18 de abril, é um ótimo período para dar luz a temática de como combater o machismo estrutural desde a infância, transmitindo essa educação às crianças de maneira leve e lúdica através de histórias infantis.

"Mesmo que de forma inconsciente o machismo ainda, em alguns lares, afeta o processo de educação dentro das famílias, gerando já desde a infância uma segregação e entendimento errado do que é coisa de menino e de menina, portanto, quanto mais instrumentos tivermos para romper com o machismo estrutural desde a infância melhor será para o desenvolvimento de nossa sociedade. Acredito que a leitura é um ótimo caminho para promover essa transformação", explica a autora do livro Luana Menezes que é psicóloga, especialista em psiquiatria e psicanálise com crianças e adolescentes pela UFRJ.

A partir de um texto lúdico e de fácil entendimento para as crianças, Luana conta a  história de Cadu, que é repreendido pelo pai no momento em está brincando de boneca com a amiga Malu. Além de não entender a atitude grosseira do pai, o menino é obrigado a engolir o choro porque, segundo o ensinamento que recebeu, homem não chora. A mãe de Cadu é quem promove uma reflexão na família ao dialogar com seu esposo sobre o ocorrido e fazer ele perceber que está reproduzindo um padrão tóxico de educação que recebeu na infância, fruto do machismo estrutural.

"O interessante é que a mãe é o elo da família, é quem consegue perceber que todos estão sendo vítimas de uma sociedade patriarcal, onde prevalece as relações de poder e domínio do homem. Quando conseguimos quebrar isso desde a infância estamos prevenindo diversos tipos de violência contra a mulher", revela Luana.

Vanessa Trombini esteve no lançamento do livro com os filhos Nicolas e Alice Brito, de 10 e 5 anos, respectivamente.

"O livro é muito legal. Eu li e entendi que o Cesar, pai do Cadu, não deixava ele brincar com as meninas porque achava que os meninos tinham que ser fortes e sustentar a casa e a mãe cuidava dos filhos e da casa. Eu acho isso errado porque todo mundo deve fazer a sua parte dentro de casa. Mas que bom que no final eles se entendem", conta Nicolas.

Alice também deu a sua impressão sobre o livro. "Não importa se é menino ou menina você pode chorar quando quiser e brincar com o que quiser também", diz ela.

Vanessa relata que através do livro conseguiu abordar com os filhos a temática de maneira leve e explicativa. "A gente sabe que os homens foram um dia crianças e a maioria foi educado para ocupar o lugar do provedor, desprovidos de afeto, então é extremamente importante irmos desconstruindo isso para termos uma sociedade mais igualitária", ressalta a mãe das crianças, que é psicóloga.

O livro pode ser encontrado em livrarias físicas e também na Internet. Clique no link a seguir e veja mais detalhes.  http://www.luanamenezes.com.br/livro-eu-so-quero%20-brincar.html


*Luana Menezes*
Graduada pela IBMR, é membro da Sociedade Latino Americana de Coaching. Especialista em psiquiatria e psicanálise com crianças e adolescentes pela UFRJ, especialista em Arteterapia em Educação e Saúde pela Cândido Mendes e Orientação profissional e Coaching de Carreiras pelo grupo Orientando. 

Por Falando de Baixada Fluminense em 14/04/2023

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