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Construção de prédio em área de preservação ambiental levanta questionamentos sobre prioridades da gestão municipal
Em uma cena que parece saída de um filme surrealista, um prédio de três andares surge inesperadamente na paisagem intocada da Praia da Reserva, no Rio de Janeiro. O que inicialmente poderia ser confundido com uma invasão ilegal, revelou-se uma obra oficial da Prefeitura, gerando uma onda de indignação e questionamentos entre moradores e ambientalistas.
O vereador Pedro Duarte, em visita ao local, expressou sua perplexidade diante da construção: "Que trambolho é esse no meio da Praia da Reserva? Tem muita gente me perguntando, e eu também vim aqui imaginando que seria uma invasão", declarou o parlamentar em vídeo que rapidamente viralizou nas redes sociais.
A edificação em questão, segundo informações oficiais, seria a futura sede do Parque Nelson Mandela. No entanto, o contraste entre a robusta estrutura de alvenaria e o entorno natural abandonado não poderia ser mais gritante. "O parque, como vocês podem ver, não existe. A área está suja, abandonada, a trilha não está organizada", observou Duarte.
A obra, prevista para ser concluída em outubro de 2023, já ultrapassou o prazo estipulado de seis meses, levantando ainda mais dúvidas sobre sua execução e planejamento. "A prioridade deveria ser exatamente a valorização da natureza aqui e espaços de lazer e convivência", argumentou o vereador, criticando a escolha de materiais não ecológicos para a construção.
O caso ganha contornos ainda mais controversos ao se considerar que a obra chegou a ser embargada em dezembro. "Estamos de olho nesse processo", afirmou Duarte, direcionando questionamentos à Secretária de Meio Ambiente sobre a visão da pasta para o Parque Nelson Mandela.
Esta situação coloca em xeque as prioridades da gestão municipal em relação à preservação ambiental e ao uso adequado de áreas protegidas. Enquanto a estrutura de concreto avança, o verde ao redor permanece negligenciado, repleto de lixo e entulho, em clara contradição com os princípios de conservação que deveriam nortear um projeto em área de preservação.
A polêmica levanta questões cruciais sobre o planejamento urbano e ambiental da cidade:
1. Qual o real propósito desta construção em uma área que deveria ser preservada? |
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A população carioca agora aguarda respostas concretas da administração municipal, em um caso que se tornou emblemático do conflito entre desenvolvimento urbano e preservação ambiental na Cidade Maravilhosa.
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