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De contêineres espanhóis a destinos incertos pelo mundo, rastreadores revelam o sombrio destino de doações que deveriam transformar vidas.
Você já parou para pensar onde realmente vão parar aquelas roupas que você doa com tanto cuidado, esperando que ajudem quem precisa? Pois o Greenpeace resolveu desvendar esse mistério com uma abordagem tecnológica: AirTags. Sim, aqueles pequenos rastreadores da Apple se tornaram a chave para expor uma das maiores farsas do setor de doações.
Das 29 peças de roupas rastreadas, apenas UMA cumpriu seu propósito: foi parar em uma loja de segunda mão na Romênia. As outras? Bom, é aí que a história fica nebulosa. Parte delas rodou sem rumo na Espanha, enquanto outras atravessaram oceanos para destinos como Chile, Marrocos, Togo, Paquistão e Índia. O detalhe mais assustador? Não há garantias de que essas roupas ganharam uma segunda vida.
Segundo o Greenpeace, o que deveria ser uma iniciativa nobre se transformou em um circuito irregular e, muitas vezes, cruel. A promessa de dar uma segunda chance às roupas doadas está sendo desfeita pela má gestão dos resíduos têxteis. Em vez de ajudar, as roupas acabam acumuladas ou descartadas em países que já enfrentam seus próprios desafios ambientais e econômicos.
E os números chocam: até 40% das roupas enviadas para países como o Quênia são consideradas “inutilizáveis”. Uma verdadeira afronta ao gesto de generosidade de quem acredita estar fazendo a diferença.
No final das contas, o que deveria ser um ato de bondade virou um sistema que alimenta o desperdício e engana doadores. É hora de questionar: para onde estamos mandando nossas boas intenções?
Por: Arinos Monge.
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